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LETY LOPES - TRASH NO STAR | ERRÁTICA | MOTIM | EFUSIVA RECORDS (RJ)

Atualizado: Abr 14


Foto: Diogo Carvalho


Letícia (Lety) Lopes é materna, guitarrista, baterista, produtora cultural e editora de conteúdo. É pedagoga em formação pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, além de militante pela visibilidade da produção artistica e cultural das mulheres.


Desde 2010 é guitarrista e vocalista da Trash no Star, banda fluminense de Rock, que segue a cartilha do underground estadunidense de meados de 80 e inicio de 90, com riffs de guitarras distorcidas, microfonias, punk e lo-fi. Inspirados por Sonic Youth, Babes in Toyland, Mudhoney, Flaming Lips, Dinosaur Jr., L7 e outras bandas que talvez não sejam tão fáceis de se perceber em seu som.


A Trash no Star é uma banda que acredita na possibilidade de fazer música para diversão e conscientização, focando em temáticas psicológicas e políticas, entendendo que discurso e prática devem sempre andar de mãos dadas.

A banda é formada por Lety Lopes (Vocais e Guitarra), Felipe Santos (Guitarra), Mara Chantre (Baixo) e Millecco (Bateria)






DISCOGRAFIA TRASH NO STAR

Single Ladies | álbum (2013)

Stay Creep (NO) Summer Hits | EP (2014)



Em março de 2021, a Trash no Star lançou um videoclipe da música Winona Rider, faixa do último EP da banda. O clipe foi produzido pela Àwòrán Cinema Audiovisual, uma escola criativa afrocentrada de audiovisual.



A Trash no Star está em processo de gravação do disco novo. As baterias foram captadas na Motim, quando a cidade estava no estágio amarelo. Cordas e vocais estão sendo gravadas de forma caseira. A previsão é de o novo álbum fique pronto até o final do ano!


Lety Lopes é também membro da banda Errática, do Rio de Janeiro, onde atua como baterista e guitarrista. A Errática se define como "roque de guitarra e luta contra o patriarcado".



O duo é composto por Lety Lopes e Marcelle Helt, e surgiu no final de 2017, durante um bate papo rotineiro de whatsapp. Influenciadas por bandas riot dos anos 90, a dupla se divide entre bateria/guitarra e vocais e composições baseadas no inferno que é viver sob as asas da sociedade machista e heteronormativa.



Atualmente a Errática está na fase final da produção do seu EP de estreia.




Em 2015, Lety Lopes fundou o selo Efusiva Records ao lado de três sócias: Hanna Halm, Sofia Laureano e Michelle Oliveira (que já não faz mais parte do grupo). Vitória Parente se juntou ao grupo em 2019. O selo tem o objetivo de potencializar suas produções particulares e, ao mesmo tempo, potencializar o cenário artístico através de iniciativas que permitam a livre criação, o apoio mútuo, a troca de saberes, habilidades e diálogo entre mulheres.


Atualmente o cast da Efusiva Records conta com as bandas: Bioma, Nâmbula Mangueta, Pata, Trash No Star, Hayz, Clara Ray, The Lautreamonts, Errática, In Venus, Tuíra, Melinna, Kinder Whores, Bochechas Margarinas, Floppy Flipper e Belicosa.



A Efusiva também realiza atividades que levantam debates e reflexões que amparam a diversidade da existência artística: rodas de conversa de temáticas de gênero, raça e classe, além de variadas oficinas direcionadas a incentivar a produção artística e o intercâmbio de habilidades, tais como: oficinas de audiovisual, montagem de palco, instrumentos musicais, pedais de efeito, defesa pessoal, grafite, entre outras.

Em 2016, após uma onda de denúncias de assédio e agressões contra músicos e produtores culturais, Letícia Lopes e Amanda Flores decidiram criar um espaço próprio, e não mais depender de homens para organizar eventos.



Elas criaram então a Motim, casa que hospeda projetos independentes e feministas, colaborando na construção de um lugar seguro de produção cultural para mulheres artistas, produtoras e frequentadoras. Lety Lopes atua na gestão administrativa do espaço, curadoria e produção de eventos.



Imagens: Facebook



“MOTIM” significa alteração, conflito, rebelião. É também sinônimo para “estrondo” ou “ruído” — o termo foi muito bem escolhido para nomear o espaço em questão, que utiliza música (e outras manifestações artísticas-culturais) em oposição à hegemonia masculina, sob a proposta de oferecer bem-estar e segurança às mulheres que são artistas, produtoras culturais ou que só querem comparecer a um festival, oficina ou roda de conversa sem ter que lidar com o incômodo de dividir um mesmo ambiente com o homem que as agrediu.


Trecho da matéria do portal Delirium Nerd, por Paula Holanda

Entrevista com Lety Lopes


A Motim funcionou em um imóvel alugado no Centro do Rio de Janeiro de 2016 a 2018, quando interrompeu suas atividades devido a problemas com o barulho e reclamações da vizinhança.



Após uma campanha bem sucedida de financiamento coletivo, a Motim retornou suas atividades em uma nova sede, no bairro de Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro. A campanha contou com mais de 200 colaboradores que acreditam na possibilidade de construir um espaço seguro, horizontal e que estimule o florescimento de iniciativas que permitam dar voz aos corpos e mentes dissidentes e insubmissos.



O evento de reabertura da Motim aconteceu em fevereiro de 2020, e trouxe DJ´s, apresentações musicais e artísticas, feira de zines, exposição de arte independente e venda de lanches veganos.


Fotos: Facebook



Menos de um mês após a reabertura a Motim já sofreu com as consequências da pandemia. Desde março de 2020 as gestoras seguem pensando em alternativas seguras para resistir no meio da pandemia e do caos político-econômico e social em que vivemos.



Uma das ações é o Bazar Motim, com livros, roupas, acessórios, sapatos, HQ’s, utensílios para casa, produtos independentes, merch de bandas e todos os produtos que eram disponibilizados nos eventos presenciais.



O bazar funciona com venda online, com envio pelos Correios ou retirada no local. A Motim oferece ainda estações de trabalho com ambiente climatizado, higienizado, internet banda larga, espaço para acolher crianças e uma cozinha equipada para lanches.




Ainda no mês de abril o bazar Motim será reaberto para receber clientes. A Motim prossegue com atividades artísticas com gravação de Sessions, recebendo bandas para ensaio, espaço de acolhimento e coworking de acordo com os estágios da covid, interrompendo sempre que a cidade atinge estágios vermelho ou roxo.



E pra finalizar, vale lembrar que desde 2019, Lety é também editora-chefe do portal Nada Pop. Além da curadoria, atua na redação e nas redes sociais. O Nada Pop é um dos principais portais de música alternativa do Brasil, voltado para a divulgação de bandas punk, hardcore e alternativo.




ACESSE: https://nadapop.com.br/

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