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JOICY GOMES | GIRLS TO THE FRONT (CE)



Joicy Gomes é produtora, artista gráfica, fundadora e coordenadora geral do coletivo Girls to the Front. Nasceu e mora em Fortaleza, no bairro do Cocó. É mãe de um menino de 9 anos de idade. A primeira vez que se interessou por rock foi por volta dos 12 anos, quando um amigo emprestou uma fita K7 da Legião Urbana. É fã de artistas libertários como Kurt Cobain, Courtney Love e Bikini Kill. Inclusive foi de uma frase de Kathleen Hanna no documentário The Punk Singer, que Joicy tirou o nome do primeiro evento feminista que produziu e posteriormente se tornou o nome do coletivo: Girls To The Front.



Joicy Gomes começou sua trajetória no cenário musical underground como frequentadora, até que em junho de 2017 produziu o evento beneficente Messejana Underground, realizado na pista de skate da Praça Messejana, em Fortaleza - CE.


O evento contou com arrecadação de leite em pó, em prol do Abrigo Infantil Casa Sonho, um instituto que abriga crianças vítimas de vulnerabilidade, maus tratos, abandono ou negligência.




Incomodada com a falta de representatividade feminina e por acreditar que as mulheres mereciam mais do que "cotas" em festivais e shows com bandas masculinas, Joicy organizou sozinha o primeiro Girls To The Front, evento com temática feminista. O Girls To The Front nasceu para ser um ponto de apoio no combate ao machismo dentro da cena underground de Fortaleza.

Fotos: Nathi Vilela / Natércia Santana



A primeira edição abriu portas para que mais mulheres se unissem, somando ideias e iniciativas, o que resultou no Coletivo Girls To The Front. O coletivo atualmente conta com 12 mulheres produtoras: Joicy Gomes, Natercia Santana, Anuska Alves, Luciana Brilhante, Gabriela Neara, Carol Wilson, Cristina Braga, Roberta Andressa, Francis Helen, Meiry Jane, Tina Paulo e Letícia Borges. Joicy, além de produtora, atua como anfitriã das bandas de fora do Ceará, recebendo-as em sua própria casa. Sobre o nascimento do coletivo, nas palavras de Joicy:

"Desde o anúncio do primeiro evento, já intitulado Girls To The Front, várias mulheres da cena me procuraram para colaborar de alguma forma, foi uma coisa mesmo linda de se ver, parece que só faltava mesmo o pontapé inicial. Depois disso foram surgindo cada vez mais e mais mulheres fodas, cheias de criatividade e coragem. Hoje somos 12 produtoras no coletivo, que se transformaram também em minhas melhores amigas, é uma relação muito forte de sonhos em comuns."


O coletivo foi responsável pela produção diversos eventos que tiveram como temática o protagonismo feminino no underground. Foram 5 edições do evento principal Girls To The Front, além dos eventos: *Girls On Stage, que chama para o palco bandas com integrantes femininas, não necessariamente como vocalistas;

*[Her]volution, que além de receber bandas com mulheres, conta com debates, rodas de conversas e feiras criativas com diversas manifestações artísticas com protagonismo feminino;


* Carnival, que abre espaço para mulheres integrantes de bandas covers.



Joicy também foi uma das fundadoras da Casa Pagu, um espaço de resistência organizado por mulheres, que acolheu a diversidade boêmia de Fortaleza e funcionou como sede do Coletivo Girls To The Front entre 2019 a 2020. O palco da Casa Pagu foi batizado de "Palco Mona Gadelha", em homenagem à cantora, compositora e jornalista cearense. Mona é considerada a pioneira da cena rock na cidade de Fortaleza e foi participante do lendário movimento musical brasileiro Massafeira Livre, que aconteceu entre os anos de 1978 e 1980.


O palco Mona Gadelha surgiu como um símbolo da luta de mulheres, negros, LGBTQ´s, artistas não reconhecidos e outras minorias.


A Casa Pagu foi mais um espaço de eventos que não resistiu à pandemia e encerrou suas atividades. O fim do ciclo da casa foi anunciado no dia 23 de setembro de 2020, pelas redes sociais, com um bonito texto assinado por Tina, Joicy, Carol e Francis, onde as autoras lembram que o legado da Casa Pagu permanece vivo dentro de cada pessoa que esteve presente neste local de acolhimento e diversidade, que deu sua contribuição para a história da cena underground de Fortaleza.



Além de realizadora do underground cearense, Joicy Gomes também é colagista e tem uma página no Facebook chamada Mente Quebrada, onde compartilha suas obras.


A arte colagem surgiu como uma forma de expressão e terapia que a ajuda a lidar com a ansiedade, além de exorcizar emoções e sentimentos perturbadores.


Em 2019 as colagens de Joicy Gomes ficaram em exposição no Porto Iracema das Artes, na Praia de Iracema, durante o evento Ouse se Puder, cuja programação foi composta por atividades que envolvem arte e gênero. O evento reuniu diversos artistas independentes e coletivos femininos. Joicy também participou da mesa "As mulheres na arte".


Em 2018 foi lançado o documentário Girls To The Front, com imagens da terceira edição do festival. O filme foi assinado pela Dandré Filmes, produzido junto ao coletivo e registra a efervescência feminista no cenário underground da capital cearense.


O filme completo encontra-se disponível no Youtube:

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