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ELAINE CAMPOS - RASTILHO (SP)


Foto: Ana Laura Leardini



Elaine Campos é natural de São Gonçalo, Rio de Janeiro, e atualmente vive em São Paulo. É fotógrafa, socióloga, anarcofeminista, ativista LGBTQ+ e desde 2015 é vocalista da banda de crust/punk Rastilho.


Elaine cresceu ouvindo rádio e os discos de vinil dos seus pais, que gostam muito de música e sempre ouviram de tudo que estivesse em alta nas rádios. Começou a se envolver com música extrema por volta dos 16 anos, ainda em São Gonçalo (RJ), por influência do irmão.



Pouco tempo depois começou a fazer zines sobre música e trocar correspondências com pessoas da cena de diversas partes do Brasil. Alguns anos depois se mudou para Santos, litoral de São Paulo, e foi lá que Elaine se aproximou da cena punk e se envolveu com coletivos anarquistas e anarcofeministas que estavam acontecendo neste período.


Inicialmente teve muita influência de grupos anarcofeministas que surgiram no meio anarcopunk, e aos poucos foi conhecendo outras organizações feministas em São Paulo e formando sua própria rede, em uma época em que a comunicação era feita por cartas. Elaine foi contemporânea de um período muito rico e produtivo do ponto de vista de conteúdo, publicações, encontros, reuniões, grupos de estudos. Foi uma das fundadoras de uma rede anarcofeminista em meados dos anos 90 com núcleos em outros estados brasileiros.



Elaine é formada em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e especializada em Gênero e Diversidade nas Escolas pela Universidade Federal de São Paulo. Sempre foi audodidata no seu aprendizado musical, até que em 2018 começou a ter aulas com a instrutora de canto Luane Caravante, especializada em vocal extremo. Os cuidados com a voz sempre foram parte importante da rotina de Elaine, mas através das aulas ela teve acesso a conteúdos que jamais imaginou ser possível por em prática.

De 1991 a 1993 foi baixista na banda de grind/splatter GORE (São Gonçalo-RJ), tendo gravado uma demo-tape.


De 1995 a 2009 foi vocalista da banda de crust/punk Abuso Sonoro, banda referência da cena anarcopunk da Baixada Santista, que teve grande destaque no underground nacional, com shows pelo Brasil e fora dele. Em 1998 a Abuso Sonoro fez uma turnê na Europa, passando por cerca de 6 países em 30 dias, além de uma turnê de 15 dias, passando por Argentina e Uruguai.


Fotos: Arquivo Abuso Sonoro



DISCOGRAFIA ABUSO SONORO


Jogo Sujo | (1994)

Prisões | (1995)

Split Abuso Sonoro / Detestation (1995)

Revolte-se | (1996)

Já Basta! | (1997)

Infância Armada – split com Amor, Protesto y òdio (1998)

Nem Explorados Nem Exploradores – Split com Wojczeck (1999)

Herência | (2000)

S/T | Split com Autoritär (2000)

Contraataque | Split com No Violence (2001)






Desde 2015 Elaine é vocalista da banda de crust / punk Rastilho, que faz uma mistura de hardcore, crust e metal com muita agressividade e melodias. As letras são carregadas de duras críticas sociais, procurando tratar das complexidades e do dinamismo da expansão do capital sobre nossas vidas e territórios. Além disso, expõe como o capitalismo, o racismo e o patriarcado criam um modelo entrelaçado de múltiplas formas de dominação.




A Rastilho é: Elaine Campos (vocal), Flávio Scaglione (baixo), Kiko Bueno (guitarra), Marcelo Papa (guitarra) e Luiz Claudio (bateria).


Foto: Marcela Guimarães



Fotos: Juliana Marotta / Alvaro Sasaki / Luis Galaverna



O primeiro álbum da banda, intitulado O prego e o caixão, foi lançado em CD e K7 em abril de 2018, pelos selos Rock Mutante, Sacrilégio, Matéria Negra e Poeira Maldita. A captação e a mixagem aconteceram no Estúdio Duna (SP), por Kiko Bueno e Flávio Scaglione, com produção da própria banda. A masterização foi feita no Estúdio Audio Siege (EUA), por Brad Boatright (From Ashes Rise). A capa do disco é assinada por Marina Knup. A banda também lançou um videoclipe da faixa O Corpo Rebelde.





O Rastilho, segue a risca seus instintos para conceber esse - que é o mais legitimo grito grind/crust que pude ouvir nos últimos tempos. Elaine Campos, personagem importantíssima no cenário underground nacional se destaca - tamanha a virulência de suas linhas vocais. As canções foram desenvolvidas ao longo de dois anos e tiveram a maturação necessária para externar todas as ideias do disco. Difícil destacar uma ou outra faixa que no conjunto das onze canções (!), evidenciam de forma clara a proposta do quinteto. [...] esse primeiro registro, que impressiona pelo vigor e principalmente por expressar exatamente o que se espera de algo produzido pelos envolvidos.


Roberio Lima

Album Reviews: Rastilho – O Prego e o Caixão (2018)

Desde a sua formação, a banda se apresentou em algumas cidades no estado de São Paulo, Rio de Janeiro e em Maringá (PR). Devido à pandemia da COVID-19, todos shows foram cancelados, inclusive shows fora do Estado.



Elaine Campos é fotógrafa autônoma desde o início dos anos 2000 e pesquisadora da presença das mulheres e lésbicas na fotografia e narrativas latino-americanas. É militante da Marcha Mundial das Mulheres, do Coletivo Contra a Tortura – SP, e em meio a pandemia começou a participar de uma coletiva de resistência anarcopunk chamada Flechas Cruzadas e de um grupo de estudos sobre "poder, cultura e identidades" com outrxs pesquisadorxs.




Também participou da “Viver para lutar – Episódio 1: Punk, Anarquismo e Feminismo – As minas dos anos 90”, dirigida por Marina Knup.


"Parte de uma série de documentários sobre a cena anarcopunk no Brasil nos anos 90, o primeiro episódio retoma a importante ligação entre punk, anarquismo e feminismo que floresceu naquele período. Questionando todo o contexto social em que viviam, as mulheres punks criaram coletivos, zines, bandas, redes, encontros anarcofeministas e projetos que trouxeram a tona as urgências do feminismo não só dentro das movimentações punks e anarquistas, mas para suas próprias vidas. Por meio das memórias de mulheres que viveram esta história, tanto na movimentação anarcopunk quanto em outros contextos punks da época, reúne algumas dessas inúmeras experiências de luta."




Para finalizar, segue a apresentação ao vivo + entrevista da banda Rastilho no canal Scena. Dá o play pra conferir!


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Ouça o álbum O prego e o Caixão no Spotify:


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